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Acordo confirma Nova Braskem Controlada pela Odebrecht, com reforço da participação da Petrobras, a nova Braskem será a maior companhia petroquímica das Américas. Depois de meses de suspense, foi confirmada ontem a formação de uma única grande fabricante nacional de resinas para fabricação de produtos plásticos. Controlada pela Odebrecht, com reforço da participação da Petrobras, a nova Braskem será a maior companhia petroquímica das Américas. Anunciada ontem, a operação tem como primeiro passo a compra da fatia da Unipar na Quattor, por R$ 870 milhões. Depois, deve ocorrer a capitalização da nova empresa, estimada entre R$ 3,5 bilhões e R$ 5 bilhões. Como cria um monopólio no fornecimento de polietileno e polipropileno – resinas usadas de sacolas de supermercados a revestimentos de eletrodomésticos –, o negócio terá de passar pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Braskem, que já controlava os polos no Rio Grande do Sul e na Bahia, vai assumir também os de São Paulo e Rio de Janeiro. Bernardo Gradin, atual presidente da Braskem, deve ser mantido no cargo, conforme comentários bem humorados feitos ontem no anúncio à imprensa, que contou com a presença do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. – O Gabrielli pediu à Odebrecht para que o Bernardo fosse mantido, então ele fica no cargo – brincou o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Gradin adiantou que a Braskem continuará prospectando a compra de indústrias nos Estados Unidos. Pelo acordo, a companhia vai assumir participações nos complexos petroquímicos do Rio de Janeiro (Comperj) e de Suape, em Pernambuco. Uma das principais finalidades da transação foi resolver a dívida líquida de R$ 6,685 bilhões acumulada pelas unidades que serão incorporadas – Quattor, Unipar Comercial e Polibutenos. Como a Braskem acumulava R$ 7,347 bilhões de endividamento no final do terceiro trimestre de 2009, a companhia resultante terá passivo total de R$ 14,032 bilhões. – Há um valor intrínseco quando dois acionistas importantes elegem a empresa como seu veículo principal para o crescimento do setor petroquímico – afirmou Gradin a analistas do mercado, que se preocuparam com o valor das ações da companhia. Fabricantes devem cobrar repasse de ganhos de escala Entre fabricantes gaúchos de produtos plásticos, que passam a ter agora apenas uma fonte de suprimento de resinas, há intenção de cobrar da nova empresa o repasse para os preços de ganhos de competitividade decorrentes do aumento da escala, afirmou o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado, Alfredo Schmitt: – A expectativa, em todo o Brasil, é de que exista um aumento da competitividade para o mercado interno, com redução de preços e melhores condições para exportação e para o desenvolvimento de produtos. Fonte: Zero Hora Leia mais sobre este assunto: - Braskem terá ganho significativo de sinergias com Quattor, diz Moody's - Braskem passa a ser oitava maior produtora de resinas |
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