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Matéria interessante da revista Química e Derivados sobre Distribuição Carlos F. Abreu conta sobre a gestão da Bandeirante Brazmo A Bandeirante Brazmo obteve um faturamento de R$ 420 milhões em 2009, cerca de 10% inferior ao de 2008. “Em 2009, o mercado só funcionou bem no segundo semestre, quando nós fizemos uma arrumação do nosso negócio, como novo modelo de gestão”, explicou Carlos Fernando de Abreu, gestor da área de distribuição química. Em 2008, estava em curso um projeto de organização do grupo Gusmão dos Santos pelo qual todas as atividades com produtos químicos seriam comandadas pela Bandeirante Brazmo. “Não deu certo porque as necessidades e as margens de contribuição das fábricas são muito diferentes das da distribuição”, comentou. Como explicou, ainda não foi concluído o processo de fusão entre a Bandeirante e a Brazmo, que continuam sendo duas distribuidoras com gestão unificada. “Esperamos resolver as pendências ainda existentes para unificar as empresas ainda em 2010”, afirmou Abreu. A distribuidora terá um superintendente que comandará gerentes para cada negócio, com autonomia para tomada de decisões. Essa divisão se justifica pelo fato de as especialidades exigirem um tratamento diferenciado do das commodities. “Quem quiser atuar com especialidades e commodities com a mesma cabeça vai prejudicar os dois negócios”,explicou. Ele desaconselha considerar uma família como alavanca para incrementar as vendas da outra, uma justificativa comum para aviltar preços ou reduzir margens de lucro. Além disso, a composição do mix de produtos não deve ser feita para toda a empresa, mas por áreas de negócios, respeitando suas características. Para 2010, a distribuidora espera crescer perto de 6% em vendas, aproveitando a pujança de segmentos como construção civil, tintas, adesivos, cosméticos, farmacêutico e agroquímico. Atualmente, 45% das vendas estão ligadas a coatings e adesivos, de 30% a 35% com domissanitários, saneantes e auxiliares têxteis, e de 5% a 7% com cosméticos, este ramo atendido por uma unidade de negócios específica. “Estamos ampliando nosso portfólio de especialidades para este segmento”, disse Abreu. Ao mesmo tempo, a distribuidora olha com lupa toda a sua carteira de itens oferecidos ao mercado. Segundo Abreu, a Bandeirante Brazmo pretende descontinuar operações com produtos nos quais não tenha papel relevante nem para o fabricante nem para o cliente. “Cerca de 10% dos nossos códigos de produtos podem ser cortados sem influenciar os resultados”, calculou. Isso libera espaço de armazenagem e esforço de vendas para atuar em linhas mais relevantes. Fonte: Revista Química e Derivados |
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